TRABALHADORES DO ICOLO E BENGO SOLICITAM ANULAÇÃO DO CONCURSO PÚBLICO DE INGRESSO 2021

TRABALHADORES DO ICOLO E BENGO SOLICITAM ANULAÇÃO DO CONCURSO PÚBLICO DE INGRESSO 2021

Numa carta-denúncia enviada à Redacção do Portal “A DENÚNCIA”, trabalhadores da Administração do Município do Icolo e Bengo pedem que se anule o Concurso Público de Ingresso 2021, organizado com a superintendência do Governo da Província de Luanda, cujos candidatos foram escolhidos pela administradora Humberta Paixão

Acusam a administradora do Icolo e Bengo, Humberta Paixão, de estar a favorecer seus familiares e conhecidos, mesmo não tendo reunido condições para a admissão de pessoas próximas, em prejuízo de candidatos apurados.

Os trabalhadores alegam que Humberta Paixão alterou a lista de candidatos admitidos, enviada à Administração do Icolo e Bengo pelo Governo da Província de Luanda, para favorecer os senhores abaixo mencionados, que até têm mais de 35 anos de idade, violando assim o despacho n.º 382/GAB.GPL/2021 de 12 de Julho, exarado pela Governadora da Província de Luanda, Ana Paula de Carvalho:

Emanuel André David, apontado como ex-colega de escola de Humberta Paixão;

Sandra do Nascimento, apontada como sendo mãe do Director do Gabinete de Comunicação da administradora Humberta Paixão;

Madalena Fernando, ex-colega de escola de Humberta;

Jeremias Afonso, Sobrinho de Humberta;

Valdimir da Silva, actual Director do Gabinete do Administrador para Área Técnica, cunhado da administradora;

Silmara Ambrósio, cunhada da administradora Humberta; 

Michael Miguel, irmão da Sandra do Nascimento;

Yolanda da Costa, pedido do ex-director do Gabinete jurídico;

Neusa Manuel, amiga da administradora Humberta:

Jacinto Zenze, familiar da administradora Humberta;

João Maca, actual administrador para a área técnica, ex-colega da administradora Humberta;

Fernando Secuca, primo da administradora Humberta;

Raquel Secula, primo da administradora Humberta;

Miguel Alberto Lucumba, funcionário do BUAP, é sobrinho da administradora Humberta;

Eumice Alberto, apontada como reprovada na primeira lista e aprovada numa outra, diz-se ser prima da administradora Humberta.

Administradora exonera equipa dos RH

“Três Técnicos dos Recursos Humanos (RH) da Administração do Icolo e Bengo, que estiveram a tratar do concurso desde o início, foram afastados dos cargos sem justificação plausível. E em substituição, Humberta nomeou duas pessoas da sua conveniência, para fazerem tudo o que a administradora pedir, sob pena de perderem o emprego. E é o que está a acontecer. Um deles é o senhor António que já chegou mesmo a ser ameaçado”, denunciaram os trabalhadores.

OS funcionários da Administração de um dos mais recentes municípios de Luanda confirmam já terem contactado o Governo da Província de Luanda (GPL), na pessoa do Director dos Recursos Humanos, David Loke, que reencaminhou o assunto à Administração do Icolo e Bengo e aquela diz que não tem nada a dizer, mandando os trabalhadores voltarem ao GPL para a devida reclamação. 

Nas investigações do Portal “A DENÚNCIA”, ficou-se a saber, entretanto, que a administradora Humberta Paixão criou na quinta-feira passada, 27 de Janeiro, uma Comissão de Júri, que foi composta por Jeremias Afonso (sobrinho da administradora), Silmara Ambrósio (cunhada da administradora) e Fernando Secuca (primo da própria administradora) admitidos nesse concurso, e estão a trabalhar na contratação do pessoal deste mesmo Concurso Público de Ingresso no regime geral, para provimento de 2039 vagas.

Administradora não dá o contraditório 

O Portal “A DENÚNCIA” contactou a administradora do Município do Icolo e Bengo Humberta Paixão para se obter o contraditório das denúncias que pesam sobre si. A responsável mostrou-se indisponível para falar sobre o assunto, sugerindo que se contacte o Governo da Província de Luanda, que também se mostra indisponível para falar. 

O Portal “A DENÚNCIA” sabe que os trabalhadores chegaram a enviar uma carta-denúncia à Casa Militar do Presidente da República e à Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE), mas até ao momemto não lhes foi dada nenhuma resposta. Porém, o PAD está a acompanhar o desenrolar desta denúncia e a obter dados sobre o motivo do silêncio da Administradora do Município do Icolo e Bengo, do Governo da Província de Luanda, da Casa Militar do Presidente da República e da Inspecção-Geral da Administração do Estado.

Carlos Alberto

http://adenuncia.ao

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