PCA E ADMINISTRADOR PARA CONTEÚDOS DA RNA ACUSADOS DE “INVENTAR” CARGO PARA ACOMODAR “UMA AMIGA”

 PCA E ADMINISTRADOR PARA CONTEÚDOS DA RNA ACUSADOS DE “INVENTAR” CARGO PARA ACOMODAR “UMA AMIGA”

PCA E ADMINISTRADOR PARA CONTEÚDOS DA RNA ACUSADOS DE “INVENTAR” CARGO PARA ACOMODAR “UMA AMIGA”

O Presidente do Conselho de Administração Pedro Cabral e o Administrador para Conteúdos da Rádio Nacional de Angola (RNA), Estanislau Garcia, “inventaram” o cargo de “Chefe de Produção”, há um mês, para a Direcção de Informação, com o sentido de acomodar e subir o salário da “amiga do Lau”, Vânia Varela, violando o organograma da RNA, denunciam jornalistas da RNA ao Portal “A DENÚNCIA”.

Na denúncia consta que, “ao invés de se dedicar na produção de conteúdos para os espaços informativos da estação, embora se considere ser um cargo inventado, Vânia Varela enveredou em actos que se consubstanciam na usurpação de competências e atribuições do chefe de redacção, perseguição aos colegas com quem outrora teve complicações, desrespeito e intromissão na actividade dos editores”.

“Vânia Varela, que conta com a protecção do administrador para Conteúdos, Estanislau Garcia, tem estado a atrapalhar a gestão do Director de Informação, que se tornou numa figura decorativa, visto que quem manda tudo é ela. Uma chefe que todos os dias briga com os colegas sem motivos aparentes. A chefe de produção passou a ser uma figura que se dedica ao controlo do livro de ponto, para aplicar faltas, como se fosse seu trabalho, atropelando os procedimentos administrativos”, afirmam os jornalistas da Rádio Pública.

As nossas fontes apontam que no dia 4 de Abril a jornalista Felisbela Wegie – que passou a ser vítima predilecta – solicitou uma dispensa ao seu chefe imediato (editor), que deu parecer positivo, mas, para o seu espanto, foi alvo de uma falta marcada pela chefe de produção Vânia Varela, retirando autoridade ao editor. Por este facto, as duas senhoras quase que entravam em “pancadaria”. Só não chegaram a vias de facto por causa da pronta intervenção de outros colegas.

Contactado pelo Portal “A DENÚNCIA”, o Presidente do Conselho de Administração da RNA, Pedro Cabral, disse: “este quadro orgânico foi desestruturado de tal forma que nem editores tínhamos. Não havia ralizadores. Um programa tem de ter um editor e o seu realizador. E, mesmo no quadro de chefia, isso está dentro do Quadro Orgânico. Por isso é que não havia adequação. Houve uma administração – que cá esteve, e porque também queria fazer poupança de recursos – que foi acabando com essas categorias ocupacionais dos órgãos e isto causou um transtorno que é uma coisa tremenda. Então nós fizemos só uma adequação. Nada mais do que isso”.

E o administrador para a Área de Conteúdos da Rádio Nacional de Angola (RNA), Estanislau Garcia, justificou que a Direcção de Informação da Rádio Nacional de Angola, de uma forma geral, é como se fosse uma rádio subcontratada. “Pelas novas dinâmicas, nós achámos e entendemos que podíamos criar um Chefe de Redacção e um de Produção, como as rádios locais e municipais. E nós, nesse sentido, para reforçar a Direcção de Informação, entendemos criar um Chefe de Produção. Todas as rádios têm. Não se inventou nada”, remata.

A Direcção da RNA enviou-nos este organograma três horas depois de termos contactado aquele órgão para a obtenção do contraditório.

As fontes dizem que o organograma enviado à Redacção do PAD só seria válido se tivesse sido aprovado pelo Conselho de Administração, com data e assinatura dos membros do CA para posterior publicação em Diário da República, o que não aconteceu, constituindo um atropelo administrativo do PCA que anuiu a “invenção” de tal cargo equiparado com Chefe de Redacção.

Questionado sobre por que razão nos envia um organograma em formato pdf, de forma separada de um documento aprovado pelo Conselho de Administração, que devia ter data e assinaturas dos membros do Conselho de Administração, o Administrador para a Área de Conteúdos da RNA Estanislau Garcia respondeu que é mesmo assim e sempre foi assim na RNA. Alega que este organograma partihado aqui pelo Portal “A DENÚNCIA” não foi feito na hora para se justificar. Garante que o organograma com a figura de chefe de produção na Direcção de Informação saiu da primeira reunião do Conselho de Administração, sem, no entanto, precisar a data. “Queria só lembrar que na Rádio 5 e na Direcção de programas também não estavam ocupadas as funções de chefe de redacção e não houve qualquer reclamação sobre acomodação de pessoas”, afirmou Estanislau Garcia.

O Portal “A DENÚNCIA” sabe, entretanto, que a iniciativa partiu de Estanislau Garcia que propôs o nome de Vânia Varela para o cargo de chefe de produção, nomeada há um mês, ao PCA e este anuiu unilateralmente, quando o normal é que devia haver uma decisão em consonância com outros membros do Conselho de Administração e saída de um documento que espelhasse as alterações feitas – neste caso, a criação do cargo de Chefe de Produção – e que permitisse, também, que os trabalhadores tomassem conhecimento da decisão, o que, segundo o que o PAD apurou, não aconteceu.

Os trabalhadores da RNA que fizeram chegar esta denúncia ao Portal “A DENÚNCIA” dizem que, no grupo RNA, o cargo de Chefe de Produção só existe nas Rádios Municipais e Provinciais, o que não é o caso do, também designado, Canal A.

O anterior Conselho de Administração trabalhou no “emagrecimento” do pessoal. E a actual direcção está a engordá-la. Um aumento, segundo as fontes, não justificado pela necessidade factual, mas simplesmente para acomodar “amigos” e “amigas”, o que, segundo eles, pode provocar sabotagem, absentismo, intriga, conflitos e fraca produção, visto que já existem na Direcção de Informação o Director, Director-adjunto, Chefe de Redacção, Chefe de Produção e cerca de 12 editores. ”Não se justifica ter uma chefe de produção, quando existe um director-adjunto, chefe de redacção e um secretariado que zela pela produção. A Vânia não conhece nada de produção jornalística e o Chefe de Redacção passou a ser um fazedor de escala dos redactores”, afirmam.

Há também informações de que a ex-Directora do Canal A daquela estação, Angelina Canjengo, chegou a pôr o cargo à disposição, 3 meses após a sua nomeação pelo actual PCA Pedro Cabral, por alegado mau ambiente de trabalho. Em reacção, o PCA Pedro Cabral afirmou que “a ex-directora do canal solicitou uma dispensa temporária porque havia concorrido a uma vaga no BNA e foi aprovada. E que a proposta salarial era irrecusável. Era quase o dobro do que ganhava como directora.”

O Conselho de Administração da RNA é composto por Pedro Afonso Cabral, PCA, Estanislau Baptista Garcia, administrador executivo para a Área de Conteúdos, Cristina da Costa Nobre, administradora executiva para a Administração e Finanças, Hamilton Fernandes Domingos, administrador executivo para Área Técnica, António Sebastião Lino, administrador executivo para Área de Marketing e Intercâmbio. Alexandre da Silva Africano Neto e Mendes Paulo Jacinto são administradores não executivos, todos nomeados pelo Presidente da República, João Lourenço, no dia 22 de Junho de 2020.

Carlos Alberto

http://adenuncia.ao

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