PAIS DENUNCIAM AO PR “SITUAÇÃO PENOSA” NO ENSINO ESPECIAL

 PAIS DENUNCIAM AO PR “SITUAÇÃO PENOSA” NO ENSINO ESPECIAL

PAIS DENUNCIAM AO PR “SITUAÇÃO PENOSA” NO ENSINO ESPECIAL


Numa carta dirigida ao Presidente da República, João Lourenço, a que o Portal “A DENÚNCIA” teve acesso, o colectivo de pais e encarregados de educação da Escola do Ensino Especial n.º 8.001, situada no Município do Kilamba Kiaxi, em Luanda, apontam que as salas são “sobrelotadas e dificultam os trabalhos dos professores” daquela Instituição de Ensino Especial.


A falta de transporte escolar para os alunos, muitos com locomoção limitada, devido à incapacidade motora, consta também entre as inquietações dos pais, referindo que os transportes públicos não isentam os alunos com necessidades especiais e seus acompanhantes do pagamento de bilhete de passagem.


O colectivo de pais e encarregados de educação conta que a não isenção nos transportes públicos “constitui um enorme constrangimento para as famílias que não conseguem custear a deslocação diária dos filhos à escola, tendo de priorizar a época dos exames”.

Queixam-se também de “acentuada degradação” do nível social, da qualidade de vida dos portadores de necessidades especiais e das suas respectivas família, cujos pais vêem o “salário descontado ou perdem o emprego porque têm de acompanhar diariamente os filhos”. 

“Nas actuais condições de transportação e, ao meio dia, levá-los de volta à casa, pois carecem de acompanhamento e supervisão contínua, é incompatível com o cumprimento do horário normal de expediente”, lamentam.

Eles falam também em “desestruturação familiar e sobrecarga física e psicológico-emocional”, sobretudo para a mulher, porque “muitas vezes o progenitor abandona a família por causa da rotina difícil e onerosa subjacente à criação e educação de crianças especiais”.

A necessidade de as escolas do Ensino Especial serem dotadas de material para a emissão de cartões escolares e da “efectivação da merenda escolar, para uma boa alimentação dos alunos com necessidades especiais, devido à carência das famílias”, estão igualmente entre as solicitações.

O elevado grau de absentismo e desistência escolar estão entre as consequências porque, referem, devido à exiguidade de escolas do ensino especial, crianças do Kilamba Kiaxi e de outros municípios têm de percorrer longas distâncias para ter acesso ao ensino.

Por isso, na carta endereçada ao Presidente angolano, a que até ao momento ainda não respondeu, “rogam” a João Lourenço que sejam disponibilizados meios de transporte escolar para as crianças das Escolas Especiais e que elas e seus acompanhantes sejam isentos do pagamento do bilhete de passagem nos transportes públicos.

Defendem ainda que na proposta de lei de alteração à Lei Geral do Trabalho seja equacionada uma cláusula de “horário especial e protecção contra o despedimento “de pais e tutores de alunos com necessidades especiais, aumento de salas de aula e quotas de ingresso de professores especializados “para suprir o actual défice”.

O Portal “A DENÚNCIA” sabe que o Presidente João Lourenço ainda não respondeu a esta solicitação. Mas, nós prometemos acompanhar o caso até ao desfecho.

Carlos Alberto

http://adenuncia.ao

Deixe uma Resposta

O seu endereço de email não será publicado.

Não é possível copiar o conteúdo desta página
ENVIAR MESSAGEM
Estamos online
Ola podemos te ajudar??