Abel Chivukuvuku exige viajar de Cabinda a Luanda sem talão de embarque 

 Abel Chivukuvuku exige viajar de Cabinda a Luanda sem talão de embarque 

Abel Chivukuvuku exige viajar de Cabinda a Luanda sem talão de embarque 

 

Uma fonte junto da TAAG, que pediu anonimato com medo de represálias de seus superiores hierárquicos, denunciou ao Portal “A DENÚNCIA” que a TAAG, em Cabinda, violou os direitos dos consumidores que se encontravam na lista de espera, dando prioridade ao político Abel Chivukuvuku que, numa “confusão” levantada por si, exigiu que devesse viajar antes dos demais cidadãos que estavam à sua frente na lista, por ser o “Abel Chivukuvuku”. 

“A TAAG, talvez com medo de criar um facto político a desfavor do MPLA – porque o Chivukuvuku dizia que isso é mais uma manobra do MPLA -, sabendo quem é o Chivukuvuku e porque estamos já num clima de campanha eleitoral, preferiu fechar os olhos aos nossos regulamentos e satisfez o capricho de Abel Chivukuvuku, autorizando que viajasse de Cabinda a Luanda sem talão de embarque”, revela a fonte.

O Portal “A DENÚNCIA” apurou que se trata da aeronave da TAAG do tipo DASH-8, com a matrícula D-2TFE, que transportou ontem, domingo, 12, uma comitiva do partido UNITA, chefiada pelo presidente Adalberto Costa Júnior, que partiu do Aeroporto de Cabinda “Maria Mambo Café”, com Abel Chivukuvuku a bordo, sem talão de embarque, por sua exigência.

“O passageiro Abel Chivukuvuku viajou sem talão de embarque porque o seu bilhete não tinha a data de ontem (12.06.2022). Estava para hoje, 13.06.2022, ficando condicionado a viajar ontem, 12, caso alguém que estivesse à sua frente desistisse. Estava na lista de espera. Como ele, haviam outros à frente. E nós explicámos, mas ele não quis saber. Exigiu que tinha de viajar pela TAAG por ser o Abel Chivukuvuku. Fez confusão para subir no avião e o pessoal da TAAG não queria criar transtornos, não accionou as forças de defesa e segurança e o mesmo seguiu viagem sem reunir as condições para tal”, realça a fonte.

Um jurista contactado pelo Portal “A DENÚNCIA” entende que, ao ser provado, Abel Chivukuvuku pode ter cometido o crime de Abuso de Poder, previsto no Código Penal angolano, na medida em que, como deputado eleito, tendo suspendido o mandato, não pode usar essa qualidade para exigir que o seu bilhete de passagem deva ter prioridade em relação a outros consumidores da TAAG.

“Mesmo que ele fosse deputado, nada diz que numa viagem particular deva ter prioridade em relação aos demais clientes da TAAG. Isso é Abuso de Poder”, diz o jurista.

Entende, por outro lado, que a transportadora aérea “TAAG” violou os direitos dos consumidores que compraram bilhete antes de Abel Chivukuvuku e que isso é inadmissível para uma companhia de bandeira que tem a obrigação de respeitar os clientes. “Quem ficou para trás, de forma irregular, pode pedir responsabilização ao serviço pago não prestado e as suas consequências”, entende o jurista.

O Portal “A DENÚNCIA” tentou ouvir Abel Chivukuvuku e os responsáveis da TAAG em Cabinda e em Luanda, sem sucesso até ao momento.

O Portal “A DENÚNCIA” promete investigar mais sobre este facto e trazer os resultados a público.

 

Carlos Alberto

http://adenuncia.ao

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