“RÁDIO LUANDA PRIVILEGIA NOTÍCIA DE GATUNO DE CABRITOS EM DETRIMENTO DE CRIMES FINANCEIROS DO ESTADO”

 “RÁDIO LUANDA PRIVILEGIA NOTÍCIA DE GATUNO DE CABRITOS EM DETRIMENTO DE CRIMES FINANCEIROS DO ESTADO”

“RÁDIO LUANDA PRIVILEGIA NOTÍCIA DE GATUNO DE CABRITOS EM DETRIMENTO DE CRIMES FINANCEIROS DO ESTADO”

“A Rádio Luanda privilegia notícia de “gatuno de cabrito”, sem se preocupar com crimes de desvio do dinheiro público, como é o caso da denúncia acerca da retirada de mais de 66 milhões de dólares americanos do MINFIN”, denuncia Gualter Castro.

“Quando solicitámos uma audiência, com o propósito de denunciar quatro crimes financeiros perpetrados pelo Ministério das Finanças, gravámos a nossa denúncia com o senhor Bruno Fernandes. Dias depois, recebemos a seguinte mensagem daquele senhor: “Bom dia! A entrevista vai para uma análise, só depois poderá passar”. Em resposta, telefonicamente, ficámos a saber que iria ser analisada pelas “altas chefias”, que, depois de analisarem as nossas reclamações, mandariam para o ar ou não”, conta Castro.

Passados mais de 20 dias, Gualter Castro afirma que a notícia não foi ao ar e que, quando reclama, é informado de que o conteúdo não foi aprovado.

“No entanto, a notícia do gatuno que roubou um cabrito e quase foi morto à paulada” passou na hora, sem qualquer tipo de censura, tal como a Rádio Luanda conta tantas outras histórias semelhantes a essa que parecem ser “o prato predilecto de uma rádio que se diz ser isenta e que existe para informar o público”, lamenta.

Gualter Castro termina a denúncia dizendo que “assim perdemos uma soberana oportunidade de dar a conhecer ao público em geral, ao Titular do Poder Executivo e à nossa sociedade como o nosso Ministério das Finanças dá golpadas aos seus verdadeiros credores, furtando-lhes milhões e milhões de dólares que oferecem, de mão beijada, a meliantes, seus comparsas. Estamos entregues à bicharada”.

Contactado pelo Portal “A DENÚNCIA” para se saber se há alguma orientação superior para não se denunciar eventuais crimes de gestores públicos seniores, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Rádio Nacional de Angola (RNA) Pedro Cabral garante não haver nenhum instrutivo às rádios do grupo RNA para o efeito. Alega que nem sempre determinadas denúncias apresentadas correspondem à verdade, mas que, no caso concreto de uma denúncia de desvio de uma dívida, a rádio não teria dificuldade nenhuma de passar a notícia.

“Nem sempre há essa veracidade e não havendo essa veracidade, o receio é do próprio jornalista, o Carlos Alberto como também jornalista abalizado na matéria sabe que nem sempre correspondem à verdade. Portanto, não há nenhuma orientação nesse sentido, porque temos estado em determinadas situações a denunciar problemas de desvio e coisas do género. E, neste caso concreto, não estou a ver muito bem que caso é este. E, sendo assim, não tem como dar-lhe muitos elementos”, frisou.

Contactado pelo Portal “A DENÚNCIA”, o director-adjunto da Rádio Luanda Paulo Miranda afirmou que a Rádio Luanda cumpriu o protocolo todo, mas até agora não recebeu nenhuma resposta do Ministério das Finanças.

Questionado sobre se a ausência do contraditório impede que uma notícia de interesse público seja publicada, Paulo Miranda respondeu que a Rádio Luanda tem a sua forma de actuar, por isso não publicaram a informação, embora a não cedência do contraditório não impeça que uma dada matéria deixe de ser publicada.
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“Nós só cumprimos o protocolo. Quem fez a entrevista foi o Bruno Fernandes. Eu, por acaso, não ouvi a entrevista, mas tenho a obrigação de saber quem está a conduzir. Ele falou-me da entrevista, mas eu disse está bem. É uma acusação grave, temos de ouvir o Ministério das Finanças. Fizemos uma carta. Por via protocolar, por via do Secretariado da Rádio Nacional de Angola, enviámos a carta ao Ministério das Finanças e até hoje não temos resposta”, responde.

De lembrar que o Portal “A DENÚNCIA” está no encalço desta investigação da denúncia de um furto de mais de 66 milhões de dólares americanos, ocorrido no Ministério das Finanças, há quase um ano, tendo, igualmente, solicitado entrevista à ministra Vera Daves de Sousa, que se prontificou a dar o contraditório na conversa que manteve com o jornalista Carlos Alberto, mas o que é certo é que foge ao uso do contraditório até hoje (10 meses depois), desconhecendo-se as razões de se esconder perante tão grave denúncia contra o MINFIN e contra o bom nome do Estado Angolano.

O sócio-gerente da Prisma Comercial Lda., Gualter Castro, face ao que considerou “bloqueio de denúncias contra gestores públicos seniores nos órgãos de comunicação social controlados pelo Executivo”, promete denunciar este furto de mais de 66 milhões de dólares ao Portal “A DENÚNCIA”, ocorrido no MINFIN, com todas as provas exibidas, protagonizado por gestores daquela instituição no coração da Mutamba.

Carlos Alberto

http://adenuncia.ao

1 Comentário

  • Seria de bom tom que a Rádio Luanda comprovasse aos seus ouvintes o pedido de esclarecimentos ao Ministério das Finanças, por um lado, e justificasse por que razão não fez seguimento junto do MINFIN, uma vez que diz não ter recebido, até agora, qualquer feedback, e ao mesmo tempo exigindo às Finanças a resposta ao seu pedido do contraditório. Vale relembrar a máxima, por ser oportuna, de que “quem cala, consente”.
    Só para “selar” este imbróglio, informamos que estamos prontos para demonstrar e provar à Rádio Luanda tudo quanto denunciarmos, fazendo e entrega de todos os documentos comprobatórios.

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