CASA-CE CONSIDERA “UM NÃO ASSUNTO” MORTOS NA LISTA ELEITORAL

 CASA-CE CONSIDERA “UM NÃO ASSUNTO” MORTOS NA LISTA ELEITORAL

O candidato a Presidente da República de Angola nas eleições de 24 de Agosto deste ano, pela Coligação de Partidos CASA-CE, Manuel Fernandes – numa conversa informal que manteve ontem, quarta, 20, com jornalistas, administradores de conteúdos e directores de órgãos de comunicação social, para a qual o director do Portal “A DENÚNCIA”, Carlos Alberto, foi convidado e fez perguntas a esse respeito, num restaurante em Luanda -, também mostrou alguma preocupação sobre a existência de pessoas mortas na lista de potenciais eleitores nessas Eleições Gerais, mas considera ser “um não assunto” se todos os candidatos estiverem organizados para controlar “o voto real” nas Assembleias de Voto.

Manuel Fernandes acusou, entretanto, o Executivo de ter adoptado o princípio segundo o qual “os cães ladram, mas a caravana passa”.

“A nossa preocupação neste momento deve-se circunscrever em criarmos as condições de fiscalização do voto. E é isto que estamos a fazer. No entanto, não vai deixar de ser uma preocupação no seu todo a existência de mortos na lista de potenciais eleitores destas eleições. Ela consta do nosso mar das preocupações, caso os resultados eleitorais manifestem algum desconforto do ponto de vista de lisura do processo, uma vez que quem não vota entra na percentagem de abstenções”, sublinha.

“O que mais importa neste momento é controlar o voto real e não o voto potencial porque quem ganhar vai fazê-lo com o verdadeiro voto e a CASA-CE espera ter a maioria dos votos dos angolanos, uma vez que o nosso programa com o lema “Casa, Trabalho e Salário Justo” visa resolver as maiores preocupações dos cidadãos angolanos”, exalta.

Manuel Fernandes adiantou que, sobre essa situação, já reclamou junto do Ministério da Administração do Território e até do Presidente da República, sem ter obtido uma resposta satisfatória sobre as reais razões de haver pessoas mortas dentro da base de dados dos potenciais eleitores.

Questionado pelo Portal “A DENÚNCIA” sobre o que vão fazer ante esta situação, o Presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral respondeu que a preocupação não deve ser apenas dos políticos. Deve ser nacional, visto que “a democracia não é uma propriedade exclusiva dos políticos, mas sim um direito de cidadania”.

O jornalista Carlos Alberto do Portal “A DENÚNCIA” já tinha contactado o Ministro da Administração do Território, Marcy Lopes, para saber a razão da existência de pessoas mortas na lista dos eleitores do dia 24 de Agosto e se isso significa um prenúncio de fraude eleitoral. O responsável não atendeu as chamadas nem respondeu às mensagens de pedido de esclarecimento público.

O Portal “A DENÚNCIA” garante continuar a acompanhar este assunto.

António Samutxixi

http://adenuncia.ao

1 Comentário

  • De tanto falar atoa e não se alinhar nos discursos da Unita custou-lhe caro.

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