Quando a morte de um cidadão se transforma em instrumento de manipulação da opinião pública
Circula nas redes sociais uma mensagem em que, alegadamente, alguém atribui ao próprio Riquinho a responsabilidade pela sua morte. O gesto não podia ser mais escabroso. O autor, cuja identidade permanece desconhecida, teve a desfaçatez de afirmar que a morte do malogrado “merece uma crónica com o título: Arrogância e Morte!”.
A que ponto chegou a sociedade angolana! Já não se respeita sequer a memória de quem partiu, muito menos a dor de uma família que atravessa um momento de profunda tristeza. A morte de um cidadão não pode transformar-se numa oportunidade para a profanação da sua memória, para o exercício de vinganças pessoais ou para a disseminação de narrativas destinadas a responsabilizar o falecido pelo próprio desfecho, sem que existam elementos factuais que sustentem semelhante conclusão.
A primeira questão que a referida mensagem, de natureza particularmente macabra, deve suscitar é a identidade de quem a produziu e os propósitos que estiveram na origem da sua disseminação, num momento em que a sociedade angolana procura assimilar o choque provocado pela notícia da morte de Riquinho. Enquanto uns lamentam o infausto acontecimento e se solidarizam com a família, outros parecem encontrar na tragédia uma oportunidade para o julgamento público de quem já não tem possibilidade de se defender.
Não estamos perante uma simples manifestação de opinião. Estamos perante uma tentativa de construir uma narrativa sobre as circunstâncias da morte de um cidadão, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo próprio desfecho, sem que tenham sido apresentados elementos clínicos, documentais ou testemunhais devidamente confirmados que permitam sustentar essa conclusão.
Segundo a versão difundida nas redes sociais, Riquinho terá chegado ao Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento depois de ter saído da Clínica Sagrada Esperança, em Talatona. A mesma narrativa sustenta que o malogrado não teria aceitado ser recebido e tratado pelos médicos de serviço e que teria dirigido palavras ofensivas à médica cardiologista que o recebeu.
A tendência não poderia ser mais perversa: construir uma imagem de arrogância, insubordinação e desrespeito para, a partir daí, transferir para o próprio falecido a responsabilidade pelo que lhe aconteceu. É uma operação de desqualificação da vítima, assente numa versão que, até ao momento, não foi acompanhada de elementos oficiais que permitam confirmar a sua veracidade.
Importa, por isso, confrontar essa narrativa com a nota de falecimento emitida pelo próprio Complexo Hospitalar, igualmente divulgada nas redes sociais.
A comunicação institucional não apresenta um diagnóstico definitivo nem identifica as causas clínicas da morte. Limita-se a informar que Riquinho deu entrada naquela unidade hospitalar na quinta-feira, 29 de Outubro de 2026, proveniente de outra instituição de saúde da cidade de Luanda, tendo sido admitido na Unidade de Cuidados Intensivos Cardiológicos, onde recebeu acompanhamento médico especializado e cuidados intensivos, em virtude da gravidade do seu estado clínico.
Esta informação é particularmente relevante. Estabelece que o malogrado chegou àquela unidade hospitalar proveniente de outra instituição de saúde e apresentava um quadro clínico grave, que justificou a sua admissão numa unidade de cuidados intensivos. A nota, porém, não esclarece o diagnóstico, a evolução clínica nem as circunstâncias concretas que antecederam a transferência.
A mesma comunicação esclarece que foram desenvolvidos todos os esforços por uma equipa multidisciplinar de profissionais de serviço e instituídas as medidas terapêuticas consideradas necessárias. Ainda assim, não foi possível reverter o quadro clínico, tendo a morte sido declarada na sexta-feira, 30 de Outubro.
A ausência de um diagnóstico na nota hospitalar não pode ser utilizada como prova de qualquer das versões que circulam. O que existe é uma informação institucional preliminar, que deve ser respeitada nos seus limites, sem que terceiros se arroguem o direito de preencher as lacunas com diagnósticos, acusações ou narrativas de conveniência.
O Portal “A DENÚNCIA” procurou ouvir uma fonte hospitalar, mas não encontrou disponibilidade institucional para prestar esclarecimentos adicionais sobre as circunstâncias em que Riquinho chegou àquela unidade. Entretanto, um médico do referido hospital, que preferiu não se identificar, considerou que, mesmo que o alegado incidente com a cardiologista tivesse ocorrido, nenhum profissional de saúde deveria aproveitar-se da condição do paciente ou do desfecho trágico para transmitir mensagens de descontentamento, muito menos para expor publicamente o falecido e a sua família.
Na perspectiva deste profissional, a deontologia médica impõe a preservação da dignidade do paciente, mesmo depois da morte, assim como o respeito pela privacidade e pelo sofrimento dos familiares. Trata-se de uma questão de humanismo que deve nortear o exercício da medicina, independentemente da conduta que eventualmente tenha sido adoptada pelo paciente.
Há uma diferença fundamental entre exercer uma profissão ao serviço da vida humana e transformar a vulnerabilidade de alguém numa oportunidade para o julgamento público. A eventual dificuldade de relacionamento entre um paciente e um profissional de saúde não elimina os deveres éticos e deontológicos que vinculam este último. A dignidade humana não está condicionada ao comportamento, à posição social ou à personalidade de quem procura assistência médica.
Surge, entretanto, um conjunto de questões que merecem esclarecimento: Riquinho, que, segundo a informação pública, foi transferido de uma unidade hospitalar para outra, terá efectuado esse trajecto desacompanhado e sem assistência médica? Terá sido transportado numa ambulância? Que informações clínicas acompanharam a transferência? Qual era o seu estado de consciência e de estabilidade cardiovascular quando chegou ao Complexo Hospitalar?
São perguntas legítimas, que devem ser respondidas por quem dispõe dos elementos clínicos e administrativos necessários. Não se trata de procurar culpados antecipadamente, mas de compreender as circunstâncias de uma morte que está a ser utilizada para alimentar uma narrativa pública particularmente ofensiva.
A questão ganha outra dimensão quando confrontamos a mensagem difundida nas redes sociais com a apreciação do médico que contactámos. Segundo este profissional, a descrição de um paciente que, alegadamente, teria chegado ao hospital em condições de perfeita lucidez e capacidade de reacção, para pouco depois ser encaminhado para uma unidade de cuidados intensivos, exige esclarecimentos clínicos adicionais. A admissão numa unidade desta natureza pressupõe uma avaliação médica que identifique a necessidade de vigilância e assistência diferenciadas.
O profissional chamou igualmente a atenção para a gravidade do estado clínico descrito na nota hospitalar, embora tenha reconhecido que a informação divulgada não permite estabelecer um diagnóstico definitivo. Admitiu que o quadro poderia estar relacionado com uma patologia cardíaca, mas considerou não existirem elementos suficientes para estabelecer uma relação directa com um acidente vascular cerebral (AVC).
Naturalmente, uma opinião médica prestada sob anonimato não substitui o diagnóstico oficial, o processo clínico ou uma declaração médica sobre as causas da morte. O seu contributo deve ser entendido como uma apreciação profissional, não como uma conclusão clínica definitiva. Ainda assim, permite identificar a necessidade de separar a informação médica disponível das narrativas construídas para responsabilizar o falecido.
Onde foi o nosso especialista em desinformação satânica buscar o diagnóstico de que Riquinho teria chegado ao Complexo Hospitalar com uma alegada “tromboembolia pulmonar grave“, quando a nota oficial da instituição não divulga qualquer diagnóstico dessa natureza?
Quem lhe forneceu essa informação? Trata-se de um diagnóstico efectivamente constante do processo clínico? Foi comunicado por um profissional de saúde devidamente habilitado? Ou estamos perante mais uma tentativa de introduzir informação médica não confirmada para conferir credibilidade a uma narrativa de culpabilização do falecido?
A gravidade desta questão reside na facilidade com que determinados indivíduos se apropriam de conceitos médicos especializados para construir versões aparentemente técnicas, mas que não encontram correspondência na informação institucional disponível. O recurso à terminologia clínica não transforma uma alegação em facto, muito menos confere autoridade científica a quem a divulga.
A Pós-Verdade e a degradação do espaço público
Por mais inquietante que possa parecer, a sociedade angolana atravessa uma situação preocupante, marcada não apenas pela degradação de valores fundamentais de humanidade e solidariedade, mas também pela crescente exposição a mecanismos de manipulação da opinião pública, com potenciais consequências para a estabilidade social e política.
Miguel Ângelo publicou, em 2024, o livro “Angola na Era da Pós-Verdade: o Estado de Desalento e o Desalento do Estado“. O próprio título encerra uma reflexão crítica sobre a realidade política e social angolana. Entre as questões que a obra suscita encontram-se a saúde mental, a degradação do espaço público e a forma como determinadas estruturas de poder e práticas de manipulação podem afectar a capacidade de uma sociedade distinguir os factos das construções deliberadas de narrativas.
Na sua obra, Miguel Ângelo atribui ao chefe do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SINSE), general Fernando Garcia Miala, determinados traços e comportamentos que considera merecedores de análise à luz de conceitos relacionados com eventuais perturbações ou transtornos de personalidade. Trata-se de interpretações do autor que, pela sua natureza, deveriam ser submetidas ao contraditório académico e à análise científica, não podendo ser automaticamente convertidas em diagnósticos clínicos.
Entretanto, praticamente nenhum sector da sociedade reagiu publicamente a essa dimensão da obra. Nem mesmo as academias, que deveriam promover a discussão crítica dos fundamentos apresentados, procurando validá-los ou refutá-los com base em pressupostos teóricos, metodológicos e científicos.
Esta ausência de debate é reveladora de uma fragilidade do nosso espaço público. Quando questões relacionadas com a saúde mental, o comportamento humano, a manipulação social e o exercício do poder deixam de ser objecto de reflexão crítica, abre-se espaço para que a desinformação e a instrumentalização das emoções ocupem o lugar da análise racional.
É neste contexto que mensagens destinadas a profanar a memória de um cidadão falecido, atingir a sua família e condicionar a percepção pública sobre as circunstâncias da sua morte devem ser analisadas. A questão já não se limita à falta de respeito pelos mortos. Estamos perante um problema mais amplo de responsabilidade individual e colectiva na produção e disseminação de informação.
O caso de Riquinho apresenta características de um fenómeno típico da pós-verdade: procura-se explorar as emoções da sociedade para desqualificar um indivíduo que já não tem possibilidade de se defender, independentemente dos factos efectivamente registados. A narrativa não começa pela procura da verdade sobre as circunstâncias da morte. Começa pela construção de uma acusação moral contra o falecido, procurando fazer com que a sociedade aceite uma versão emocionalmente orientada antes mesmo de conhecer os elementos clínicos e documentais disponíveis.
A técnica não é nova. Já teria sido utilizada por ocasião da morte de Laurindo Vieira, em Janeiro de 2024. Depois de ter sido alvejado por alegados assaltantes na via pública, começaram a circular nas redes sociais documentos pessoais do malogrado, entre os quais uma credencial de consultor do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM), associada a uma alegada autorização de uso e porte de arma de fogo.
A divulgação desse documento serviu para alimentar uma narrativa segundo a qual Laurindo Vieira seria portador de uma arma de fogo e teria reagido a uma tentativa de assalto, circunstância que teria provocado o disparo mortal.
Contudo, dois aspectos chamaram particularmente a nossa atenção, enquanto profissionais com experiência de análise de Inteligência e Contra-Inteligência.
Em primeiro lugar, o referido passe de consultor que circulou nas redes sociais encontrava-se caducado havia mais de um ano. Por conseguinte, não era possível atestar, apenas com base naquele documento, se Laurindo Vieira continuava autorizado a usar e portar arma de fogo, nem se existia outro título válido que legitimasse essa condição.
Em segundo lugar, a versão apresentada pelo indivíduo que as autoridades apontaram como autor do disparo revelou aspectos que mereciam esclarecimento quando confrontada com a informação posteriormente divulgada pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC).
O suspeito, que admitiu a autoria do disparo perante as câmaras da Televisão Pública de Angola (TPA), justificou a sua conduta alegando que Laurindo Vieira teria reagido ao assalto, retirando a pistola de que era portador. Disse que disparou por medo e que, depois de atingir o malogrado, se colocou em fuga.
Entretanto, o SIC viria a informar publicamente que, durante a captura dos alegados autores do crime, tinham sido apreendidos vários meios, entre os quais uma pistola que pertenceria ao malogrado.
A sequência dos acontecimentos suscita uma questão que merece esclarecimento: em que momento e em que circunstâncias os alegados assaltantes se apropriaram da pistola de Laurindo Vieira, se, segundo a versão apresentada pelo próprio autor do disparo, este se colocou em fuga imediatamente depois de o atingir?
A aparente contradição não deve ser ignorada. Se o indivíduo que efectuou o disparo afirma ter abandonado o local, importa esclarecer como e em que circunstâncias a arma do malogrado passou para a posse dos alegados criminosos e acabou por ser apreendida pelas autoridades.
Outra questão que careceria de esclarecimento relaciona-se com a alegação de que Laurindo Vieira teria sido escolhido como alvo por estar a sair de uma instituição bancária, onde supostamente levantara determinada quantia em dinheiro. Segundo a narrativa divulgada, a informação teria sido transmitida ao autor do crime por um comparsa que se encontrava no interior do banco.
Ora, esta informação também não ficou devidamente esclarecida na comunicação pública conhecida. As declarações atribuídas aos alegados criminosos não permitiram estabelecer, de forma inequívoca, se se apropriaram do dinheiro. A informação oficial divulgada pelo SIC também não esclareceu satisfatoriamente esse aspecto. Contudo, a pistola surgiu na narrativa do crime como elemento central da alegada reacção que teria provocado o disparo mortal contra um cidadão angolano altamente qualificado.
São contradições que deveriam ter sido objecto de esclarecimento institucional, em vez de se permitir que a exposição de documentos pessoais do falecido nas redes sociais funcionasse como instrumento de construção de uma determinada imagem pública sobre a vítima.
O que observamos, tanto no caso de Laurindo Vieira como agora no de Riquinho, é a utilização de elementos aparentemente isolados para construir narrativas destinadas a influenciar a percepção pública sobre pessoas que já não podem defender-se. Em ambos os casos, a informação divulgada exige confronto com documentos oficiais, testemunhos e elementos materiais disponíveis.
É neste quadro que a informação posta a circular sobre Riquinho deve ser analisada, tendo em conta o fenómeno da pós-verdade, a manipulação da opinião pública e a exploração das emoções em momentos de particular fragilidade social.
Há ainda uma informação que merece ser tratada com a necessária prudência. Uma fonte que se apresentou como conhecedora de matéria clínica alegou que as circunstâncias da morte de Riquinho poderiam apresentar semelhanças com as da morte de Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó“.
Recorde-se que Nandó foi encontrado inanimado na sauna da sua residência. Segundo informações que circularam publicamente, terá sofrido uma paragem cardíaca, tendo o período decorrido sem assistência médica imediata condicionado as possibilidades de reanimação pela equipa que o recebeu na Clínica Girassol, para onde foi transportado.
A alegada semelhança entre os dois casos não pode, contudo, ser apresentada como uma conclusão médica. São situações distintas, com circunstâncias próprias, que exigiriam acesso aos respectivos elementos clínicos para qualquer comparação tecnicamente fundamentada.
O que nos interessa é a forma como a narrativa sobre Riquinho procura atribuir-lhe a responsabilidade pela alegada demora da intervenção médica, já no interior da unidade hospitalar. Uma versão que, segundo a apreciação do profissional de saúde que ouvimos, exige confronto com a informação clínica e com os elementos disponíveis sobre a sua admissão nos cuidados intensivos.
Não se pode transformar uma morte numa acusação contra o próprio falecido, muito menos utilizar alegados diagnósticos médicos sem confirmação documental.
A verdade é que a sociedade angolana parece caminhar para um ciclo particularmente perigoso, no qual a manipulação da informação, a exploração das emoções e a instrumentalização de acontecimentos trágicos começam a assumir uma dimensão que não deve ser ignorada.
Começa também a ganhar relevância no debate público a alegação da existência de um denominado “Plano Macabro” de desestabilização do País, que Miguel Ângelo, quadro sénior do SINSE, atribui a Fernando Garcia Miala. Não estamos, com isso, a afirmar que a morte de Riquinho esteja relacionada com esse alegado plano, nem que exista prova de uma operação institucionalmente coordenada para produzir a mensagem que circula nas redes sociais. Seria irresponsável estabelecer essa ligação sem elementos de prova.
O que podemos afirmar é que a circulação de narrativas manipuladoras desta natureza, conjugada com a ausência de esclarecimentos públicos sobre acusações graves dirigidas ao actual chefe do SINSE, suscita preocupações legítimas sobre a qualidade do ambiente informacional e a capacidade das instituições de esclarecer os cidadãos.
Há uma questão de fundo que não pode continuar a ser ignorada: quem produz estas narrativas, quem as dissemina, quem identifica os seus alvos, quem beneficia da sua circulação e quem tem a responsabilidade de esclarecer os factos?
Quando a morte de um cidadão se transforma numa oportunidade para o insulto, quando a informação clínica é substituída por diagnósticos não confirmados e quando a memória dos falecidos passa a ser utilizada como instrumento de manipulação emocional, estamos perante uma degradação preocupante dos valores que sustentam a convivência social.
A pós-verdade não se limita à divulgação de informações falsas. É também a tentativa de substituir a realidade factual por uma versão emocionalmente conveniente, na qual a repetição de uma acusação passa a valer mais do que a sua demonstração. É a transformação da opinião em sentença e da suspeita em verdade pública.
Por isso, perante o que está a acontecer, importa perguntar: aonde queremos chegar como sociedade? Que valores estamos a transmitir às gerações mais novas? Que espécie de consciência colectiva estamos a construir quando já não conseguimos respeitar a memória de quem morreu nem a dor daqueles que ficam?
A morte de Riquinho deve ser tratada com dignidade. As circunstâncias clínicas do seu falecimento, se houver necessidade de esclarecimento, devem ser apuradas pelas entidades competentes, com respeito pela confidencialidade médica e pela privacidade da família. Não cabe às redes sociais substituir os profissionais de saúde, os documentos clínicos ou as instituições responsáveis pelo apuramento dos factos.
Honra à memória de Henriques Luís Miguel “Riquinho”.
Em vida, poucos dias antes de partir, Riquinho ainda ligou ao jornalista Carlos Alberto, manifestando interesse em participar no espaço “Grande Entrevista, Sem Filtros“, do Portal “A DENÚNCIA”, para denunciar alegadas dívidas de instituições do Estado para consigo.
Ficou acordado que a data da entrevista seria marcada posteriormente. Infelizmente, essa oportunidade já não chegou a concretizar-se.
À sua família, amigos e a todos quantos com ele partilharam laços de afecto e proximidade, endereçamos as nossas mais sentidas condolências.
Repudiamos veementemente todas as operações de manipulação e desinformação dolosa da opinião pública, sobretudo quando procuram explorar a morte de um cidadão para o difamar, atingir a sua família e degradar ainda mais os valores de humanidade e solidariedade da sociedade angolana.
