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Autor: Carlos Alberto
Que mensagem pretende transmitir o Presidente João Lourenço ao mexer no Conselho de Administração do INACOM depois do alegado ataque cibernético à UNITEL, ainda sem explicação? Depois do “terrorismo russo”, os estrategos do Presidente João Lourenço apresentam agora dez mil milhões de dólares e um alegado hacker brasileiro como a nova ameaça potencial contra o Governo e o Estado angolano. Contudo, este número expõe a fragilidade do Estado tanto quanto a condenação dos dois cidadãos russos pelo Tribunal da Comarca de Luanda, a oito e onze anos de prisão efectiva, respectivamente, expõe a debilidade de todo o sistema de organização…
Entre o regresso não esclarecido de João Lourenço, a nova lei contra a desinformação, a crise de combustíveis, o contrabando, a tragédia que matou 22 pessoas na Estrada Nacional n.º 100, as promessas por cumprir, o silêncio dos governantes e as crescentes dúvidas sobre a actuação das estruturas de segurança e inteligência, há um fio comum que atravessa todos estes acontecimentos: a crise de confiança entre o Estado e os cidadãos. A questão já não é apenas saber o que aconteceu. É saber quem governa, quem informa, quem fiscaliza e, sobretudo, quem responde quando o Estado falha. É neste ponto…
O Presidente João Lourenço tem sido conduzido para uma situação cada vez mais crítica, em grande medida devido à ausência de uma visão estratégica que lhe permita perceber que a sua própria postura política pode estar a ser utilizada contra si, com o propósito de corroer as estruturas que deveriam assegurar a sua protecção institucional. É precisamente aqui que reside o perigo de o país descambar para um cenário de violência generalizada, com o consequente e inevitável derramamento de sangue. Os sinais são preocupantes: detenções políticas, esvaziamento da democracia e cerceamento de direitos, liberdades e garantias fundamentais, ainda que sob…
Por que razão João Lourenço dá sinais de se encontrar num beco sem saída, sem capacidade de reacção? E quais são os riscos actuais? A evolução política do país demonstra, a cada dia que passa, sinais cada vez mais evidentes de um défice de visão estratégica por parte do Presidente João Lourenço e da sua governação. Torna-se, por isso, cada vez mais difícil compreender qual é a verdadeira estratégia política para o futuro do Estado e do próprio MPLA, sobretudo num contexto marcado por sinais crescentes de inércia governativa. A excessiva centralização da comunicação institucional em torno da figura presidencial…
A mesma data, em anos diferentes: 28 de Julho. Precisamente um ano depois das manifestações violentas que abalaram Luanda, Icolo e Bengo, Huambo, Benguela e Malanje, Angola ficou literalmente privada das comunicações asseguradas pela sua maior operadora nacional, a UNITEL. Mais do que um sinal de alerta, um indício de que o perigo poderá estar mais próximo do que se imagina. Mas fica a pergunta inicial desta NAVALHA: estaremos diante de uma vulnerabilidade institucional ou da criação deliberada de um clima de instabilidade destinado a justificar uma “salvação extraordinária para Angola”? Desde o fim do conflito armado, em 2002, o…
Uma fonte do Tribunal Constitucional revelou ao Portal “A DENÚNCIA” a entrada, ontem, sexta-feira, 24, de uma providência cautelar requerida pelo militante do MPLA, Francisco Higino Lopes Carneiro, com vista à suspensão da decisão proferida pelo coordenador da Subcomissão de Candidaturas ao IX Congresso Ordinário do MPLA, Job Castelo Capapinha. Este é um dos cortes que A NAVALHA DE SÁBADO, na sua edição de 25 de Julho, se propõe analisar, trazendo para reflexão acontecimentos que, pela sua relevância política, institucional e social, merecem um olhar atento da sociedade. O actual estado de espírito de muitos dos membros que integram as…
A série “A encruzilhada do poder no processo de sucessão no MPLA” chega à Parte VIII, numa análise do Portal “A DENÚNCIA”. Depois da Grande Entrevista, Sem Filtros, concedida pelo advogado de Higino Carneiro, Sérgio Raimundo, na qual apresentou denúncias sobre alegados actos susceptíveis de configurar ilícitos criminais envolvendo o Presidente da República, João Lourenço, bem como reflexões sobre a necessidade de uma reforma profunda da Constituição, disponível no canal de YouTube do Portal “A DENÚNCIA”, a Subcomissão de Candidaturas ao IX Congresso Ordinário do MPLA pronunciou-se, no dia seguinte, com a declaração de nulidade da candidatura de Higino Carneiro,…
Quais seriam as consequências se João Lourenço fosse Presidente do Brasil, país escolhido para a “visita privada”? A Navalha deste Sábado não se limita a cortar. Revela também as marcas deixadas pelo golpe. É preciso ler o corte e o sangue para compreender a dimensão da ferida institucional. O “Laboratório do Costume” voltou a entrar em cena esta semana nas redes sociais. Depois de ter brindado a opinião pública com panfletos dirigidos contra os “bófias” — expressão utilizada pelos seus autores para se referirem ao jornalista Carlos Alberto e ao jurista Carlos Cabaça — e contra a empresária Isabel dos…
O Presidente João Lourenço regressou ou não ao país no dia 13 de Julho? É do domínio público que o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, se deslocou à República Federativa do Brasil no dia 22 de Junho, em “visita privada”, conforme anunciou a página oficial da Presidência da República no Facebook. No dia 13 de Julho, decorridos precisamente 21 dias, o Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA) informou, por meio da sua página oficial no Facebook, que o Chefe de Estado havia regressado ao país nessa mesma data. Contudo, quase de forma imediata, o portal Imparcial…
O Grupo Bartolomeu Dias prepara-se para instaurar, no Tribunal da Comarca de Lisboa, uma acção cível contra o Estado angolano, reclamando uma indemnização por alegada litigância de má-fé, na sequência do processo-crime instaurado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em Luanda, no âmbito do qual, segundo informações tornadas públicas, foi constituído arguido o antigo ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoty. A iniciativa tem por fundamento o regime da litigância de má-fé previsto no Código de Processo Civil português e no Código de Processo Civil angolano, designadamente no artigo 456.º, segundo fontes ouvidas pelo Portal “A DENÚNCIA”. Primeira Temporada Em…