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Autor: Carlos Alberto
Quais seriam as consequências se João Lourenço fosse Presidente do Brasil, país escolhido para a “visita privada”? A Navalha deste Sábado não se limita a cortar. Revela também as marcas deixadas pelo golpe. É preciso ler o corte e o sangue para compreender a dimensão da ferida institucional. O “Laboratório do Costume” voltou a entrar em cena esta semana nas redes sociais. Depois de ter brindado a opinião pública com panfletos dirigidos contra os “bófias” — expressão utilizada pelos seus autores para se referirem ao jornalista Carlos Alberto e ao jurista Carlos Cabaça — e contra a empresária Isabel dos…
O Presidente João Lourenço regressou ou não ao país no dia 13 de Julho? É do domínio público que o Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, se deslocou à República Federativa do Brasil no dia 22 de Junho, em “visita privada”, conforme anunciou a página oficial da Presidência da República no Facebook. No dia 13 de Julho, decorridos precisamente 21 dias, o Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA) informou, por meio da sua página oficial no Facebook, que o Chefe de Estado havia regressado ao país nessa mesma data. Contudo, quase de forma imediata, o portal Imparcial…
O Grupo Bartolomeu Dias prepara-se para instaurar, no Tribunal da Comarca de Lisboa, uma acção cível contra o Estado angolano, reclamando uma indemnização por alegada litigância de má-fé, na sequência do processo-crime instaurado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em Luanda, no âmbito do qual, segundo informações tornadas públicas, foi constituído arguido o antigo ministro das Relações Exteriores, Georges Rebelo Pinto Chikoty. A iniciativa tem por fundamento o regime da litigância de má-fé previsto no Código de Processo Civil português e no Código de Processo Civil angolano, designadamente no artigo 456.º, segundo fontes ouvidas pelo Portal “A DENÚNCIA”. Primeira Temporada Em…
A Quarta Temporada do Caso Miala não está a ser lançada agora por acaso. Aguardávamos que surgisse na imprensa mais um alegado grupo terrorista que planificava assassinar o Papa Leão XIV, tal como ocorreu após a visita de Joe Biden. Estranhamente, em actos de massa amplamente antecipados e divulgados pelos meios de comunicação públicos, onde a vulnerabilidade para um eventual “ataque” ao Papa seria maior — basta recordar o episódio do jovem que conseguiu romper o cordão de segurança e aproximar-se com facilidade do Santo Padre —, não se registou qualquer “grupo terrorista”. De repente, o “terrorismo” em Angola desapareceu.…
O Caso Miala não começa aqui. Nem aqui se esgota. Continua — e, nesta Terceira Temporada, não apenas continua: adensa-se, reorganiza-se e revela uma estrutura que, até aqui, apenas parecia insinuação. De forma aparentemente súbita — mas apenas aparentemente — o jornalista Carlos Alberto, que apresentou uma participação criminal junto da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o chefe do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SINSE), o general Fernando Garcia Miala — figura que tudo indica posicionar-se como potencial presidenciável em 2027 — surge integrado num alegado processo-crime aberto no ano passado, em 2025, na qualidade de “declarante”. Será…
No dia 13 de Março, o Presidente da República, João Lourenço, reuniu-se com a Comissão Multissectorial que prepara a visita do Papa Leão XIV, em Abril próximo. Trata-se da segunda reunião no espaço de duas semanas. De acordo com uma nota divulgada na página da Presidência da República, este segundo encontro serviu para avaliar o andamento de toda a máquina organizativa, ou seja, teve como objectivo obter informações pormenorizadas sobre o desempenho das várias equipas no terreno. No entanto, ao que tudo indica, as questões de maior preocupação relacionadas com a segurança do líder da Igreja Católica Apostólica Romana não…
O Portal “A DENÚNCIA” formalizou uma participação criminal junto da Procuradoria-Geral da República contra o Chefe do SINSE, general Fernando Garcia Miala. Mas já lá vamos. Nos processos sensíveis do aparelho de Estado, há nomes que pesam mais do que outros — não apenas pelos cargos ocupados, mas pela reputação construída dentro de instituições onde a confiança é, muitas vezes, o único capital disponível. João Maria de Freitas Neto é um desses nomes no Serviço de Informações e Segurança do Estado (SINSE). Dentro da instituição, o seu percurso dispensa apresentações. Entre os quadros do Serviço, é frequentemente descrito como um…
Dez dias úteis depois de ter recebido um conjunto de perguntas formais do Portal “A DENÚNCIA”, o general Fernando Garcia Miala, chefe do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SINSE), continua sem prestar qualquer esclarecimento público. As perguntas foram enviadas no âmbito do exercício do direito ao contraditório, princípio essencial da actividade jornalística e consagrado na Constituição da República de Angola (CRA). O pedido de esclarecimento invocou, nomeadamente, as garantias constitucionais relativas à liberdade de expressão e de imprensa (artigo 40.º), ao direito de informar, de se informar e de ser informado (artigo 44.º) e ao direito de participação…
Primeira Temporada: caso IGAE O director do Gabinete Jurídico e Intercâmbio da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE), Paulo Ricardo de Sotto Mayor N. Alves, foi substituído na sequência da descoberta de que exercia funções sem ter concluído a licenciatura em Direito, em Portugal, apresentando-se publicamente como jurista. Fontes contactadas pelo Portal “A DENÚNCIA” indicam que o inspector-geral da Administração do Estado, João Pinto, presidiu ao acto, “clandestinamente”, de forma a evitar possível “escândalo público”. Segundo essas fontes, a cerimónia de substituição decorreu esta terça-feira, 24, no período da manhã, nas instalações da IGAE, tendo o cargo sido assumido pelo…
Prometeu-se o fim do Exame Nacional de Acesso à Ordem dos Advogados de Angola (ENOAA) em directo na TPA. O bastonário José Luís Domingos anunciou uma nova era, aberta, inclusiva e fiel à legalidade. Mas, no silêncio denso das páginas do Diário da República, a barreira regressou — intacta, renomeada e ilegal. O que foi apresentado como reforma revelou-se uma operação de cosmética normativa. A maquilhagem do bastonário nunca foi suspeita. Sempre esteve comprovada. O Portal “A DENÚNCIA” alertou. Os novos juristas, esses, foram fintados — não por falta de aviso, mas por excesso de confiança em promessas feitas sob…